segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O JU-JUTSU 柔術 CONHECIDO COMO JIU-JITSU JAPONÊS

 


     O Ju-jutsu (ou jujutsu, 柔術) também conhecido como Jiu-jitsu japonês, é uma arte marcial tradicional originária do Japão que reúne diferentes técnicas de combate e defesa pessoal. Seu desenvolvimento está relacionado principalmente à classe dos samurais, que necessitava de métodos de combate capazes de ser utilizados em situações nas quais o uso de armas fosse impossível ou pouco eficiente. Ao longo de sua história, o Ju-jutsu passou por diversas transformações e deu origem a diferentes escolas e estilos, tornando-se uma importante influência para outras artes marciais japonesas.

O termo “Ju-jutsu” pode ser compreendido como “arte da suavidade” ou “técnica da flexibilidade”. A ideia central está relacionada à capacidade de utilizar o movimento, o equilíbrio e a força do adversário a favor do praticante. Em vez de depender exclusivamente da força física, o praticante procura controlar o oponente por meio de movimentos técnicos e precisos. Dessa maneira, uma pessoa fisicamente menor ou mais fraca pode, utilizando corretamente os princípios da arte, desequilibrar, projetar ou controlar um adversário mais forte. As técnicas do Ju-jutsu são bastante variadas. Entre elas estão as projeções, quedas, imobilizações, chaves articulares, estrangulamentos, esquivas e diferentes tipos de golpes. Algumas escolas tradicionais também preservam técnicas relacionadas ao combate contra adversários armados ou à utilização de armas tradicionais. Essa variedade fez com que o Ju-jutsu assumisse características diferentes de acordo com a escola ou período histórico em que foi praticado.

Historicamente, não existe uma única escola responsável pela criação do Ju-jutsu. Diversos sistemas de combate foram desenvolvidos no Japão, especialmente durante o período feudal, e receberam diferentes nomes e características. Entre as escolas tradicionais, conhecidas como ryūha, destacam-se sistemas como Takenouchi-ryū, Yagyu Shingan-ryū e Daitō-ryū Aiki-jūjutsu. Cada uma dessas tradições desenvolveu métodos próprios, embora compartilhassem princípios relacionados ao controle do adversário e ao uso eficiente do movimento corporal. Durante o século XIX, o Japão passou por profundas transformações políticas e sociais, e muitas práticas tradicionais de combate começaram a ser reorganizadas para se adaptarem à sociedade moderna. Nesse contexto, Jigoro Kano estudou diferentes escolas de Ju-jutsu e, a partir de seus conhecimentos, desenvolveu o Judô Kodokan. Kano selecionou e reorganizou diversas técnicas, dando maior ênfase ao treinamento seguro, à educação física e ao desenvolvimento moral. O Judô posteriormente se tornou uma das artes marciais japonesas mais conhecidas no mundo. O Ju-jutsu também exerceu influência sobre o desenvolvimento do jiu-jitsu brasileiro. No início do século XX, conhecimentos de artes marciais japonesas chegaram ao Brasil e foram posteriormente desenvolvidos por diferentes praticantes e famílias. Com o passar das décadas, o jiu-jitsu brasileiro adquiriu características próprias, especialmente com sua forte ênfase no combate no solo, nas posições de controle e nas finalizações por chaves e estrangulamentos. Embora exista uma relação histórica entre as modalidades, o Ju-jutsu japonês e o jiu-jitsu brasileiro não são exatamente a mesma arte. Além das técnicas de combate, o Ju-jutsu tradicional possui uma dimensão cultural e filosófica. A prática busca desenvolver disciplina, autocontrole, concentração, respeito e consciência corporal. O treinamento exige que o praticante aprenda a controlar seus movimentos e a respeitar os limites do parceiro, principalmente durante a execução de técnicas que envolvem articulações, quedas ou estrangulamentos. Dessa forma, o aprendizado não se limita à capacidade de lutar, mas também envolve aspectos relacionados à formação pessoal. Outro princípio importante é a eficiência do movimento. O praticante procura evitar o desperdício de energia e utilizar corretamente o equilíbrio e a movimentação do próprio corpo. A compreensão desses princípios permite que determinadas técnicas sejam executadas com eficiência mesmo sem grande quantidade de força física. Por esse motivo, o Ju-jutsu pode ser praticado por pessoas com diferentes características físicas, desde que o treinamento seja adaptado às capacidades e aos objetivos de cada indivíduo.

Atualmente, o Ju-jutsu é praticado em diferentes países e pode ser encontrado tanto em escolas que preservam tradições japonesas quanto em sistemas modernos de defesa pessoal e competição. Algumas modalidades contemporâneas incorporaram regras esportivas e formas específicas de competição, enquanto escolas tradicionais mantêm métodos de treinamento voltados à preservação de seus conhecimentos históricos e técnico, portanto, o Ju-jutsu, ou Jiu-jitsu japonês, representa uma importante parte da história das artes marciais do Japão. Sua proposta de utilizar técnica, equilíbrio, movimentação e controle em vez da força bruta influenciou diversas modalidades que surgiram posteriormente. Mais do que um conjunto de técnicas de combate, o Ju-jutsu constitui uma tradição marcial que valoriza disciplina, eficiência, respeito e autocontrole. Seu legado pode ser observado até hoje em artes marciais como o Judô, o Aikidô e o jiu-jitsu brasileiro, demonstrando a importância histórica e cultural que essa arte japonesa alcançou.

Sifu Moacyr Rother Neto: uma trajetória entre o Wing Chun e o Jeet Kune Do

Sifu Moacyr Rother Neto

Moacyr Rother Neto, conhecido no meio das artes marciais como Sifu Moacyr Rother Neto, é professor, educador físico, pesquisador e praticante de artes marciais chinesas, com trajetória marcada pelo estudo e a prática do Wing Chun, e posteriormente, pelo aprofundamento no Jun Fan Jeet Kune Do, sistema associado ao legado de Bruce Lee.


Nascido em 8 de novembro de 1978, Rother Neto iniciou sua formação marcial ainda na infância, sob a orientação de seu pai, Moacyr Rother Filho e sua mãe Waldete Chiquetto (terapeuta), dando continuidade a uma tradição familiar dedicada às artes marciais. De acordo com a biografia divulgada pela própria família Rother, seu pai teve formação em diferentes modalidades, incluindo Judô, Jiu-Jitsu (Ju-Jutsu), Tai Chi Chuan e Wing Chun, tendo estudado Wing Chun com o mestre Dr. Kwong Ming Lai e outros mestres.

A formação de Rother Neto desenvolveu-se inicialmente dentro do Wing Chun, sistema que permaneceu como uma das principais bases de seu trabalho. Ao longo de sua trajetória, entretanto, seu interesse pelas diferentes possibilidades de expressão marcial levou-o ao estudo do Jun Fan Jeet Kune Do, desenvolvido a partir dos ensinamentos de Bruce Lee.


A dedicação ao Jun Fan Jeet Kune Do

O Jeet Kune Do passou a ocupar posição de destaque na trajetória de Rother Neto. Seu trabalho está associado à busca pela compreensão dos princípios de combate e da filosofia que caracterizam o sistema desenvolvido por Bruce Lee. Um dos principais marcos dessa trajetória ocorreu entre 2019 e 2020, quando, segundo registros divulgados pela organização Rother, Rother Neto recebeu de Leo T. Fong o reconhecimento como instrutor de Jun Fan Jeet Kune Do e, posteriormente, a certificação como Full Instructor. A relação com Leo T. Fong é particularmente relevante para sua trajetória no JKD. Fong esteve ligado ao desenvolvimento da tradição do Jun Fan Jeet Kune Do e tornou-se posteriormente professor e referência dentro desse segmento das artes marciais.

Certificado de Instrutor pelo Sifu Leo T. Fong
Certificado de Instrutor Pleno pelo Sifu Leo T. Fong

Dedicatória de Sifu Leo Fong ao Sifu Rother Neto

A partir dessa experiência, Rother Neto passou a dar ainda maior ênfase ao ensino e à divulgação do Jun Fan Jeet Kune Do, integrando esse conhecimento à sua formação anterior no Wing Chun.

Em 2018 Sifu Moacyr Rother Neto recebe o reconhecimento de Mestre 7º Rank / Dan em Jeet Kune Do, pela Lian Gong Yang Kune Fa do Clube desportivo do Chile, personalidade jurídica sob o registro nº 1637, de 15 de setembro de 2010; registro no "Instituto Nacional de Deportes" (Chiledesportes) sob o nº 501903-6, em 28/10/2010. Esta mesma intituição em 02 de fevereiro de 2023 reconhece Sifu Rother Neto como Dai Sifu, pelo Clube Desportivo Jun Fan Yang Kune Fa, sediado no Chile.

Certificado de reconhecimento Lian Gong Yang Kune Fa 

No mesmo ano Sifu  Moacyr Rother Neto é reconhecido pela Jeet Kune Do Martial Art association of India, organização registrada pelo governo indiano. a Jeet Kune Do Martial Art association of India,  certificada com o ISO 9001:2015 pela qualidade em em sua gestão.

Certificado de Instrutor Pleno 7º Rank
Jeet Kune Do Martial Art association of India, certificada com o ISO 9001:2015

Certificado do ISO 9001:2015 - Jeet Kune Do Martial Art association of India

Certificado de Registro da Jeet Kune Do Martial Art association of India pelo governo indiano

Em 07 de novembro de 2023 Sifu Rother Neto recebe a Certificação de Instrutor Pleno pela JKD Dragon Filosofy, Jkd Academy, sediada em Catania, na Sicília - Itália, pelo sifu Alessandro Costantino, foi aluno do sifu Michael Inzana tembém aluno do sifu Leo T. Fong. Sifu Rother Neto também foi reconhecido membro da membro da Italian Jeet Kune Do Fundation - Itália. Site Oficial: https://sifualejkd.wixsite.com/jkdaccademy 

Certificação de Instrutor Pleno pela JKD Dragon Filosofy

Certificado de membro da Italian Jeet Kune Do Fundation - Itália

Sifu Leo Fong, Sifu Michael Inzana , Sifu Costantino

Sifu Leo Fong e Sifu Costantino  

Dedicatória de Sifu Leo Fong ao Sifu Costantino


Sifu Moacyr Rother Neto em 12 de Abril de 2026 o Certificado de reconhecimento como Instrutor Pleno pela Carrasco Jeet Kune Do, sediada na Espanha, pelo Sifu Afonso Carrasco Garcia.


Certificado de reconhecimento como Instrutor Pleno pela Carrasco Jeet Kune Do

Uma tradição transmitida entre gerações

A história de Rother Neto possui ainda um elemento pouco comum no cenário das artes marciais: a transmissão familiar. Seu pai, Moacyr Rother Filho, foi responsável por introduzi-lo no treinamento ainda na infância. Essa relação entre pai e filho tornou-se posteriormente uma cadeia de transmissão de conhecimentos que chegou às gerações seguintes de praticantes. A família Rother apresenta sua trajetória no Wing Chun como parte de uma linhagem que passa por Dr. Kwong Ming Lai e, segundo fontes de genealogia do Wing Chun, possui uma possível conexão anterior com Gregory Choi (Tsoi Siu Kwong) e Ip Man. Essas relações de linhagem, entretanto, devem ser compreendidas dentro do contexto das tradições marciais e das fontes disponíveis, uma vez que parte das genealogias do Wing Chun é baseada em relatos de mestres, discípulos e tradições orais, nem sempre acompanhados por documentação histórica independente.

Professor e divulgador das artes marciais

Além da prática marcial, Rother Neto atua na formação de alunos e na divulgação do conhecimento relacionado às artes marciais chinesas. É também autor do livro Wing Chun – O caminho da vida, publicado em 2016, obra na qual aborda aspectos históricos, filosóficos e técnicos relacionados ao Wing Chun. Sua trajetória acadêmica e profissional também inclui formação em áreas ligadas à educação e às humanidades, contribuindo para uma abordagem que procura relacionar a prática marcial com educação, disciplina e desenvolvimento pessoal. Atualmente, Rother Neto é apresentado pela organização Rother como dirigente da Jeet Kune Do Family e da Associação Internacional Sul-Americana de Jun Fan Jeet Kune Do e Kung Fu Rother Family, mantendo atividades voltadas ao ensino e à divulgação dessas artes.

Um percurso marcado pelo estudo

A trajetória de Sifu Moacyr Rother Neto reflete uma característica recorrente nas artes marciais tradicionais: o conhecimento é transmitido de uma geração para outra, mas também é constantemente reinterpretado pelo praticante. Partindo do Wing Chun aprendido dentro da própria família e avançando posteriormente para o Jun Fan Jeet Kune Do, Rother Neto construiu uma trajetória na qual tradição e adaptação ocupam lugares complementares. Seu trabalho representa, assim, a continuidade de uma tradição marcial iniciada décadas antes, mas também sua inserção em uma vertente internacional das artes marciais associada ao legado de Bruce Lee. No centro dessa trajetória está uma ideia fundamental do Jeet Kune Do: o treinamento não deve terminar na repetição de técnicas, mas continuar através da investigação, da experiência e da busca constante pelo aperfeiçoamento.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Sifu (Shifu) Moacyr Rother Neto

Sifu (Shifu) Moacyr Rother Neto

Shifu Moacyr caminha dentro das artes marciais desde muito cedo, ainda criança já demostrava afinidades as artes marciais. Iniciou seu treinamento ainda na década de 80 com seu pai, seu primeiro mestre. Desde então nunca mais deixou seu treinamento.

Shifu Moacyr Rother Neto, dirigente da Jeet Kune do Family, fundador e presidente da Associação Internacional Sul-Americana de Jun Fan Jeet Kune Do e Kung Fu Rother Family. Shifu Rother faz parte de várias associações de Kung Fu e artes marciais pelo mundo. Shifu Moacyr treinou com vários mestres ao longo de sua vida marcial. Em 2019 foi reconhecido como instrutor de Jun Fan Jeet Kune Do pelo Grande Mestre Leo T. Fong, em 2020 recebeu a certificação de Full Instructor pelo próprio Leo T. Fong, aluno da 1ª Geração de Jun Fan Jeet Kune Do e amigo do Grande Mestre Bruce Lee.

Reconhecimento do Mestre Leo T. Fong no grau de Instrutor de Jeet Kune Do
Reconhecimento do Mestre Leo T. Fong no grau de Instrutor Pleno de Jeet Kune Do

 


Shifu Moacyr faz parte de várias associações de Kung Fu e artes marciais pelo mundo, tendo seu trabalho reconhecido e respeitado mundo afora.


" O Jeet Kune Do está em meu coração. O Kung Fu é minha vida, tenho muita gratidão e respeito a todos que fizeram e fazem parte desta jornada". 

Shifu Moacyr Rother Neto


Site Oficial: https://jkdfamily.wixsite.com/jkdfamily

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Ayrton Senna tricampeão mundial de Fórmula 1 também praticou Judô e Jiu-Jitsu

 Ayrton Senna tricampeão mundial de Fórmula 1 também praticou Judô e Jiu-Jitsu com o GM Ryuzo Ogawa, da Hombu Dojô Budokan, mestre Ryuzo foi um dos precursores do Judô e Jiu-jitsu (Ju-jutsu japonês) no Brasil, em especial na cidade de São Paulo nas décadas de 50, 60, em diante. Meu pai (meu primeiro mestre) Moacyr Rother Filho teve a honra de treinar com o mestre Ogawa na mesma época do grande Ayrton Senna da Silva, praticando e competindo juntos em alguns momentos.


Sem dúvida alguma a importância do GM Ryuzo Ogawa foi de suma importância para o Judô e Jiu-jitsu brasileiro.


Ayrton Senna da Silva e Moacyr Rother Filho


Grande Mestre Ryuzo Ogawa


Torneio da Ogawa Hombu Dojô Budokan - 1954

Ryuzo Ogawa, sentado acima ao centro, abaixo dele, seu primeiro aluno






domingo, 30 de julho de 2017

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cerimônia Pai-Si ou Bai-Si Reverência ao Mestre


Trata-se de uma das cerimônias mais significativas no Kung fu tradicional, uma vez que, ela ocorre por ocasião da aceitação formal de um discípulo pelo mestre.
Podemos traduzir como reverencia ao Shi fu (師父), indicando uma forma de prestar respeitos ao mesmo, enquanto ele o acolhe em sua família perante aos seus membros e a sociedade marcial.
Embora sofra algumas variações de uma família para outra, o principio tradicional, bem como, os importantes tópicos que a envolvem, são mantidos a gerações. Em dado momento do cerimonial do pai shi o futuro discípulo fica ajoelhado a frente do Mestre, e fará nove reverencias e ditará os preceitos que envolve sua família e seu comprometimento para com seu Shifu.
As tradições na feitura do Pai Si podem ser diferentes nas famílias kung fu, todavia, seu significado é o mesmo e a importância para ambas as partes também.
As reverencias são iniciadas entre o céu, o homem e a terra, incensos são dedicados a esta trindade, como meio de ligação entre elas, frutas e carne são ofertadas, sendo que deve se ter na cerimônia um frango inteiro assado, significando a totalidade do relacionamento.
Frutas também são servidas, devendo estar presente as doces e azedas, pois mostra a relação Yin e Yang em que ambos passarão juntos, mostrando que um relacionamento sempre tem pontos positivos e negativos, porem, devem estar juntos até o fim. Muitos podem dizer alunos de determinados Mestres, poucos podem se dizer discípulos.
Esta cerimônia tem além de tudo um cunho espiritual e como tal, a união se da pelo espírito dos envolvidos e segundo a tradição chinesa se perpetua no eterno.
Nesta cerimônia sempre haverá uma testemunha juntamente com o Mestre e o discípulo e geralmente esta testemunha também é Mestre em Kung Fu.


Apos as reverencias, e dividir a ceia com seu Mestre, e entregar-lhe o envelope de Hung Bao, o Shi fu passa-lhe as mãos um envelope com o seu nome de família Kung fu, e algumas vezes o seu carimbo. Agora ele é um discípulo formal, inicia-se então as regalias e as atribuições que envolvem o discipulado, uma vez que, agora esse discípulo é responsável pelo desenvolvimento e perpetuação do estilo que a família que ele agora toma parte, domina.
Reza a tradição que Ip Man ao fazer a cerimônia com seus discípulos, era ele quem entregava o envelope (Hung Bao), e uma vez indagado sobre esta suposta inversão, ele justificou que tinha feito assim com seu Mestre, uma vez que representava que aquele pai estava a dar um “ dinheirinho” para seu novo filho fazer uso.
Desta forma, no sistema Applied Wing Chun mantem-se este mesmo ato, da forma com que Chan Wah Shun fez com Ip Man, Ip Man fez com Duncan Leung, que por sua vez fez com Li Hon Ki e este ultimo com Hudson Willian no ano de 2010.
Sendo discípulo você toma parte da família, e assim sendo, está sujeito as suas diretrizes e preceitos, devendo respeito e obediência ao líder dela, o seu Shi fu. Não existem ramificações entre discípulos, pois, só existe um Shi fu. Existem sim, possíveis rupturas entre ambos, e isso acontecendo, não há mais a existência do vinculo familiar, e deixa de manter o nome dado por ocasião do pai shi.
Quando se tem um Pai si, discípulo e Mestre andam lado a lado, se um cair o outro cai também, certo ou errado ambos estão juntos, a cumplicidade, fidelidade, honra e dedicação deve ser sem limites.
Na China antiga, a tradição elencava a seguinte relação de respeito: 1º os deuses, 2º seu País, 3º seu Shifu, depois seu pai e sua mãe.
Via de regra, o Mestre sentindo o profundo respeito e demais virtudes compatíveis com o discipulado, este convida o aluno a tornar-se discípulo, pois esta escolha deve ser bem certificada, uma vez que o discípulo entrara no mais profundo da estrutura familiar.
Resumidamente um discípulo deve estar disposto a sacrificar-se por seu Mestre e isso acaba sendo cada vez mais raro.
Todo discípulo passou pelo pai shi, pois, é esse cerimonial tradicional que o certifica, e com isso mantém viva a tradição familiar do Kung fu. Acima e antes de qualquer coisa, para existir vinculo é preciso haver proximidade, para existir proximidade é preciso haver sensibilidade e respeito, por isso poucos alunos recebem este diferencial a tornar-se discípulos.(Trechos do texto extraído da internet)

Sifu Moacyr Rother Neto, Wing Chun Family Rother

Ensinamentos a Portas Fechadas

Por: Marco Seschi

Caso acompanhe a algum tempo meus textos,  já deve ter percebido que algumas facetas culturais chinesas são extremamente multifacetadas. Isto se deve a uma não uniformidade com que as diversas famílias que mantiveram vivas as tradições das artes marciais até os dias atuais. O termo “Portas Fechadas” é outro que possui diversas camadas de significado de acordo com a linhagem a qual é imprimida. Enquanto para algumas é uma questão de importância máxima, em outras recai sobre a insignificância.
A interpretação mais comum de aluno a “Portas Fechadas” é a de um professor que ensina todo o sistema, com todos os chamados segredos, para um ou poucos discípulos escolhidos a dedo. São estes os que irão perpetuar sua linhagem para as próximas gerações, imprimindo a tradição marcial por anos a fio. Embora seja tentadora, a noção de que este seja um comportamento comum e generalizado entre as famílias é errônea. Talvez com o advento no final do século 19 ou começo do 20 de contos cavalheirescos, a famosa Wuxia, tomou-se esta ideia de que todos os professores mantinham determinados pontos em segredo dos “alunos comuns”, realizando a transmissão completa apenas para poucos merecedores.

Muitos professores efetivamente seguem este modelo, talvez por ser algo perpetuado por gerações ou pelo simples fato de que adotaram um costume que acreditavam ser o correto. O fato é que a tradição se manteve e poucos são os que possuem acesso ao sistema completo. Interessante notar que esta é a maneira mais fácil de causar a extinção de uma arte marcial, porém deixemos este assunto para outro momento.
Outro costume comum, principalmente no sul da China, é utiliza o termo “Portas Fechadas” para alunos que adentram a família marcial após o professor ter se aposentado do ensino público de artes marciais. O que significa basicamente que é aceito em uma família de maneira exclusiva. Talvez esta interpretação tenha se tornado comum após a criação da Jing Wu e das escolas comerciais como conhecemos hoje. Uma variação pode ter existido com professores que lecionavam em ambientes abertos ou eram contratados privativamente. Porém como as tradições estão sempre em constante mutação, impossível saber exatamente como era tratado nos dias antigos. Temos que confiar em relatos que na grande maioria das vezes, por ser puramente de tradição oral, possuem muitas distorções sobre seu conteúdo original.
As últimas maneiras na qual um aluno é conhecido desta forma é através do segredo perante a comunidade ou a própria família. Esta razão possui uma conotação social muito forte, pois basicamente se refere a esconder de alguma esfera da sua sociedade o ensino para determinado indivíduo ou grupo. As razões podem ser inúmeras, desde a não aprovação da família marcial, algum tipo de limitação local sobre as artes marciais ou até algo mais grave. Não vou entrar no mérito da gravidade com que ocorreu, mas a Revolução Cultural Chinesa (1958-1960) foi um dos grandes motivos por esta prática se perpetuar. Não é incomum ouvir relatos de professores obrigados a ensinar na escuridão da noite para que não fossem descobertos pelo governo. Porém seja qual for a razão, o fato é que esta é uma prática ainda em voga atualmente.

No final, não existe uma definição simples do que é ser um aluno a “Portas Fechadas”. A grande variação cultural chinesa acaba por fornecer diversos cenários em que essa expressão pode ser aplicada. Alguns em maior ou menor intensidade, porém todos reais e sendo praticados em nossos tempos. Quando souber de alguma versão diferente da que conhece ou a mais comum, aproveite para descobrir um pouco mais sobre a cultura, história e costumes chineses. Além de se maravilhar com as possibilidades que isso abre dentro de sua família marcial e prática individual.

Sifu Moacyr Rother Neto, Wing Chun Family Rother

Sifu Moacyr Rother Neto

Sifu Moacyr Rother Neto


Sifu Moacyr Rother Neto nasceu em oito de novembro de mil novecentos e setenta e oito, filho do Mestre Moacyr Rother Filho e neto de Moacyr Rother, sifu Moacyr iniciou sua vida marcial aos três anos de idade, treinando com seu pai, seu mestre. Seu pai iniciou sua vida marcial no início da década de 1950, na Associação de Judô Lapa Budokan e no Centro de Instrução de Jiu-Jitsu e Judô Ogawa.       Posteriormente iniciou seus treinos de Tai Chi Chuan com o mestre Liu Pai Lin em São Paulo – Brasil e Wing Chun ou Ving Tsung, com o então mestre Dr. Kwong Ming Lai, que também lhe transmitiu ensinamentos de medicina tradicional chinesa, posteriormente Moacyr Rother Filho transmite seus ensinamentos ao seu filho Moacyr Rother Neto, inicialmente com quatro anos de idade, que além de se aprofundar no sistema Wing Chun, também deu continuidade ao Judô. Sifu Moacyr além dos conhecimentos marciais, também é acupunturista auricular e massagista terapêutico (reflexologia poda, palmal e baboo terapeuta) e conhecedor das técnicas do Do-In.  Sifu Moacyr é membro da Associação Brasileira de Wing Chun, sendo reconhecido como 6º Grau, sistema Wing Chun – Mestre.


Sifu Moacyr e Manuela


Filhas de Sifu Moacyr Rother Neto (Manuela e Stella)

Sifu Moacyr Rother Neto e Sifu Moacyr Rother Filho